quarta-feira, 4 de abril de 2012

A NOVA ALAMEDA, O VENTO E A POPA

Começam a assumir foros preocupantes as referências feitas por alguns proprietários à forma como dizem que estão a ser abordados para a negociação da cedência das parcelas ainda necessárias para a execução da Nova Alameda de Oliveira do Bairro.

até quem fale em intimidação, em ameaças com a avaliação fiscal dos prédios com referências ao facto de a câmara vir a receber muitas vezes aquilo que os proprietários entendem ser justo receber pelas cedências de terrenos para a obra, etc…

Outra situação estranha tem a ver com a desigualdade de tratamento dado aos diversos proprietários moradores ao longo da Alameda, havendo uns que têm que deixar os carros na rua 2 e 3 dias por não lhes ser garantido o acesso aos respectivos prédios durante as intervenções, quando outros, que residem no mesmo local,  têm a sua situação resolvida no próprio dia.

Embora não comungue totalmente com a ideia muitas vezes transmitida pelo presidente da câmara, de que a Alameda é um projecto que vai mudar para sempre a vida da cidade e de todo o concelho e Oliveira do Bairro, não subsistem dúvidas que as intervenções urbanísticas inerentes a esta obra têm impacte relevante nas condições económicas e sociais e da vida em geral da população em geral, e da do concelho e cidade em especial, não só pelo seu valor económico, mas especialmente por influenciar significativamente as condições de vida das populações da área em apreço: terá sido esta, aliás, a razão que determinou que a respectiva adjudicação tenha sido aprovada por unanimidade no seio do órgão executivo.

No entanto, trata-se de uma obra que opiniões modestas referem enfermar de um pecado original: não ter sido precedida de uma fase de audição pública dos cidadãos interessados e das entidades defensoras dos interesses afectados pela execução da obra.

E parece que as dificuldades que estão a surgir para a aquisição das parcelas de terreno necessárias para a obra, ficam a dever-se à inexistência dessa fase procedimental, essencial para o conhecimento público de um projecto cujos contornos, ainda hoje, a maioria da população ignora!

Antevê-se por isso a necessidade de prorrogação do prazo de execução da obra, por causa que nem poderá ser imputada à empresa adjudicatária, nem às más condições climatéricas.

É que, em bom rigor, não faz sentido que a meio ano do final do prazo de execução da obra, ainda estejam a esgrimir-se argumentos para a aquisição de tantas parcelas de terreno necessárias para a execução da obra.

O que, como é óbvio, não invalida o interesse da realização de uma sessão de sensibilização da comunidade escolar para a participação no projecto Viva a Alameda, promovida pelo município, com o apoio do Agrupamento de Escolas, que ocorreu no Auditório da Junta de Freguesia de Oiã, tendo estado presentes professores dos vários níveis de ensino e escolas do concelho de Oliveira do Bairro.

Talvez por isso não seja possível dizer que as obras a Nova Alameda vão de vento em popa.