Começam a assumir
foros preocupantes as referências feitas por alguns proprietários à forma
como dizem que estão a ser abordados para a negociação da cedência das parcelas
ainda necessárias para a execução da Nova Alameda de Oliveira do Bairro.
Há até quem fale em
intimidação, em ameaças com a avaliação fiscal dos prédios com referências ao
facto de a câmara vir a receber muitas vezes aquilo que os proprietários
entendem ser justo receber pelas cedências de terrenos para a obra, etc…
Outra situação
estranha tem a ver com a desigualdade de tratamento dado aos diversos
proprietários moradores ao longo da Alameda, havendo uns que têm que deixar os
carros na rua 2 e 3 dias por não lhes ser garantido o acesso aos respectivos
prédios durante as intervenções, quando outros, que residem no mesmo local, têm a sua situação resolvida no próprio dia.
Embora não
comungue totalmente com a ideia muitas vezes transmitida pelo presidente
da câmara, de que a Alameda é um projecto que vai mudar para sempre a vida da cidade e de todo o concelho
e Oliveira do Bairro, não subsistem dúvidas que as intervenções
urbanísticas inerentes a esta obra têm impacte relevante nas condições
económicas e sociais e da vida em geral da população em geral, e da do concelho
e cidade em especial, não só pelo seu valor económico, mas especialmente por
influenciar significativamente as condições de vida das populações da área em
apreço: terá sido esta, aliás, a razão que determinou que a respectiva adjudicação tenha sido aprovada por unanimidade no seio do órgão executivo.
No entanto, trata-se de uma obra
que opiniões modestas referem enfermar de um pecado original: não ter sido precedida de uma fase de audição pública dos cidadãos
interessados e das entidades defensoras dos interesses afectados pela execução
da obra.
E parece que as
dificuldades que estão a surgir para a aquisição das parcelas de terreno
necessárias para a obra, ficam a dever-se à inexistência dessa fase
procedimental, essencial para o conhecimento público de um projecto cujos contornos, ainda hoje, a maioria da população ignora!
Antevê-se por isso a
necessidade de prorrogação do prazo de execução da obra, por causa que nem
poderá ser imputada à empresa adjudicatária, nem às más condições climatéricas.
É que, em bom rigor, não faz sentido que a meio ano do final do prazo de
execução da obra, ainda estejam a esgrimir-se argumentos para a aquisição de
tantas parcelas de terreno necessárias para a execução da obra.
O que, como é óbvio, não invalida o interesse da realização de uma sessão de sensibilização da comunidade escolar para a participação no projecto Viva a Alameda, promovida pelo município, com o apoio do Agrupamento de Escolas, que ocorreu no Auditório da Junta de Freguesia de Oiã, tendo estado presentes professores dos vários níveis de ensino e escolas do concelho de Oliveira do Bairro.
Talvez por isso não seja possível dizer que as obras a Nova Alameda vão de vento em popa.

