Temos a sensação de que, nos
enganamos muito ou há alguns sinais positivos de que nem todos os nossos
sacrifícios têm caído em saco roto, apesar de muita gente preferir, por
questões ideológicas, o quanto pior melhor (para os seus desígnios é preferível
a terra queimada, tal como no PREC, de má experiência e resultados).
É verdade
que somos a 8ª nação mais pobre da Europa, (sempre o fomos, de tesos armámos em
ricos) mas o nosso espanto até vai mais para o colosso económico que foi
Espanha, ocupando a 3ª posição.
É verdade que o desemprego desocupa 930 mil pessoas, um drama social de repercussões imprevisíveis, mas a verdade é que uma das agências de notação já nos subiu na escala. Somos lixo ainda, mas o governo ganhou o direito a nota de estável.
É verdade que o desemprego desocupa 930 mil pessoas, um drama social de repercussões imprevisíveis, mas a verdade é que uma das agências de notação já nos subiu na escala. Somos lixo ainda, mas o governo ganhou o direito a nota de estável.
Alguns comentadores consideram isso um
acréscimo de confiança internacional.
Há, também por isso, a possibilidade do
país ter mais tempo para pagar a dívida e o castigo dos quatro mil milhões e
tal ser repartido por 3 anos, esperança que deixámos em crónica anterior.
Por outro lado, o Governo
elaborou um pacote de medidas no sentido do arranque económico. Uma delas será
injectar milhares de milhões na construção civil, o grande motor, sobretudo na
reabilitação urbana, a nível nacional, e na internacionalização.
A construção
de prédios em altura ou moradias foi chão que deu uvas, mas não dá mais, apenas
dores de cabeça para os proprietários e crédito mal parado em relação aos
bancos que, descapitalizados também por este motivo, não têm dinheiro para financiar
empresas que vivem em contínuos sobressaltos e fazem muita ginástica para
manter os postos de trabalho, ainda que possam, numa ou noutra situação, pagar
o salário mínimo (baixo).
Nesta fase é importante o posto de trabalho e, logo
que possível, é justo que se aumente. Vêm às televisões empresas que fazem
aumentos, como a EDP. Mau exemplo, porque neste caso, somos nós que os
aumentamos, sobrecarregados com umas alcavalas.
Somos pelos aumentos que farão
aumentar o consumo interno, entendemos a posição dos patrões, da UGT, mas já
não entendemos a parvoíce dos que insinuam o abaixamento, como estímulo.
Caso
de António Borges e outros. Eles, sim, deveriam dar o exemplo, ganhando menos e
não darem bocas foleiras.
Armor Pires Mota, no 'Jornal da Bairrada' de 14 de Março de 2013
