quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

DIZ QUEM SABE QUE 'ENTRE AS ECONOMIAS DESENVOLVIDAS, O MONTANTE GASTO EM EDUCAÇÃO É MENOS IMPORTANTE DO QUE A FORMA COMO ESSES RECURSOS SÃO USADOS'

Para os menos familiarizados com siglas, importará dizer que PISA é a que identifica o estudo (Programme for International Student Assessment) foi lançado pela OCDE (Organização para o Desenvolvimento e Cooperação Económico), em 1997, e a partir de cujas conclusões são monitorizados, de três em três anos, os resultados dos sistemas educativos em termos do desempenho dos alunos, segundo técnicas aceites internacionalmente.
O mesmo é dizer que os resultados do PISA constituem um dos critérios utilizados, por organizações internacionais, na caracterização do estado de desenvolvimento dos países participantes, sendo tomados como referência para verificar o desenvolvimento obtido nas competências–chave definidas na Estratégia 2020, da União Europeia, e nas Metas Educativas 2021, da Organização de Estados Ibero-americanos (OIE), sendo Portugal país promotor destas estratégias de desenvolvimento.
Sendo várias as perspectivas de análise dos sistemas educativos dos vários países monitorizados, o último desses relatórios, refere que Portugal gasta cerca de 46 mil euros com a educação de um aluno dos seis aos 15 anos de idade, numa tabela liderada pelo Luxemburgo, com um investimento próximo de 123.200 euros, do qual, apesar disso, resulta um aproveitamento inferior na aprendizagem de matemática e ciência.
Nessa tabela, Portugal atinge quase 500 pontos de literacia, enquanto o Luxemburgo se fica pelos 475 pontos, tendo os melhores resultados escolares sido obtidos por Xangai-China - acima dos 550 pontos – em função de um investimento pouco superior a 40 mil euros por aluno no percurso escolar em análise.
O que neste último relatório se conclui, é que a riqueza nacional ou maiores investimentos em educação não garantem uma melhor prestação: "Entre as economias desenvolvidas, o montante gasto em educação é menos importante do que a forma como esses recursos são usados", lê-se no texto.
Os autores do relatório exemplificam que países que gastam mais de 100 mil dólares por estudante dos seis aos 15 anos, como o Luxemburgo, a Noruega, a Suíça e os Estados Unidos da América, demonstram níveis de desempenho similares a países que gastam menos de metade desse montante por estudante, como a Estónia, a Hungria e a Polónia.
A principal conclusão é que o dinheiro por si só "não pode comprar um bom sistema de educação", e que os sistemas escolares de sucesso nestas economias, tendem a privilegiar a qualidade dos professores sobre o tamanho das turmas.

PS: Por decisão pessoal, o subscritor não escreve segundo as regras do novo acordo ortográfico