terça-feira, 19 de julho de 2011

O PAÍS AO ESPELHO

Os fins-de-semana têm a enorme vantagem de não haver risco de as agências baixarem ratings, nem as bolsas caírem. Parece que não há nada para nos afligir a não ser nós próprios. É ocasião de nos olharmos ao espelho e não nos queixarmos dos outros.

E pensar no que podemos fazer para resolver os problemas. Obviamente que o sentido de futuro nos leva a recusar o ‘não pagamos’. Rebeldias de pacotilha só agravam as dificuldades.

Os erros cometidos numa sociedade passam factura a todos, atingindo sobretudo os que estão mais expostos às cobranças.

Não saber fazer contas não salva ninguém. Mas é recomendável que se aprenda alguma coisa. Por exemplo, que corrigir o que deu errado só se faz mudando o que está mal.

O Estado gastou demais. A economia produziu pouco. O Governo tem as suas tarefas, mas é dos empresários e investidores, trabalhadores, cientistas, criativos que se espera mais produtividade, maior competitividade e resultados económicos que permitam libertar o País do sufoco das dívidas.

Ninguém com problemas de dívidas pensa no Euromilhões para os resolver. Perdemos tempo e aumentamos frustrações, suspensos do que decide a Alemanha.

O espelho mostra que o futuro está no próprio País.

Upa!

João Vaz, aqui