José Sócrates vai lutar para que o PS tenha a maioria nas eleições legislativas e considera mesmo fundamental que o próximo Governo seja de maioria.
“Se o PS ganhar sem maioria farei o meu melhor, como fiz no passado, para que Portugal tenha um Governo maioritário. Portugal precisa de um Governo forte, um Governo com maioria na Assembleia da República”, afirmou esta segunda-feira o primeiro-ministro numa entrevista à RTP1, não revalando com quem procuraria uma maioria.
Sócrates, porém, mostrou-se convencido que vai ganhar as legislativas do próximo dia 5 de Junho, afirmando mais uma vez que não vira "a cara à luta".
O primeiro-ministro admitiu que a situação de Portugal é difícil, mas assegurou que ficou pior com o chumbo por parte da oposição do Programa de Estabilidade e Crescimento. Questionado se Portugal tem dinheiro para pagar os subsídios de férias, Sócrates garantiu que sim.
Mais uma vez, teceu duras críticas ao PSD e ao seu líder, que acusou de “irresponsabilidade” e de agir “em nome dos interesses partidários”, por ter chumbado o PEC e não apresentar alternativas para o país. “Entre nós e o FMI, há dez milhões de portugueses que pagarão por isso”, acrescentou.
José Sócrates deixou mais uma vez implícito que entende que o Presidente da República não fez tudo para evitar uma crise política e o chumbo do PEC. “Fui o único dirigente político que alertou o país para os riscos que Portugal corria”, disse.
Garantiu ainda que o défice em 2010 foi de 6,8 e que “esse número está a ser escondido”.
José Sócrates assegurou que se o PS ganhar as eleições, a avaliação dos professores vai novamente avançar e acusou a oposição de ter feito “uma golpada política” ao fazer no mesmo dia as três votações no Parlamento que impediram o avanço da avaliação dos professores.
Quanto ao TGV, o primeiro-ministro garantiu mais uma vez que vai avançar.
Notícia actualizada às 22h32
Luciano Alvarez, aqui
