Em Março, mês em que se assinala o Dia Mundial do Teatro, ocorrerá no Centro Cultural Prof. Élio Martins, no Silveiro, a apresentação da comédia “Agarra que é Milionário”, no dia 23 às
21h30.
Para além de Tozé
Martinho, o elenco é composto por Carlos Areia, Patrícia Candoso, Marta
Fernandes, Daniel Garcia e Rosa Areia. O bilhete custa 10,00 € e pode já ser
reservado.
Uma comédia que conta a história de Pedro, um artista que vive com Bé numa casa emprestada por um amigo que não está em Portugal. Os dois não têm dinheiro e para subsistirem vão vendendo tudo o que podem, até coisas que havia ali por acaso. Como se descreve na sinopse "Loucos como são, resolvem fazer um ato de loucura – ver se arranjam “amigos” que os possam ajudar a sobreviver.
Bé encontra Rui, ali no próprio patamar. Ia a passar para o
médico que dá consulta no mesmo andar. Rui é muito rico.
Numa festa que dão,
Pedro conhece Pilar que foi à festa e que se deixou ficar para trás. Adormeceu
na sala, atrás do sofá.
Depois de muitas tropelias, Bé ainda vai viver com
Rui e Pedro com Pilar. Mas não dá certo. Pedro e Bé foram feitos um para o outro
e logo que podem é isso que revelam.
Quanto a Rui, que conhecera Pilar no
teatro, revela que nunca a esquecerá, na esperança de um dia a encontrar.
Há
ainda um taxista e uma mulher a dias que complicam tudo".
“Agarra que é Milionário”, é uma peça em 3 actos, da autoria de dois franceses, Barillet e Grédy, que foi traduzida em 1968 para a Companhia de Teatro Empresa Vasco Morgado, por Costa Ferreira, constando esta tradução de um exemplar dactilografado, com 144 folhas, que foi aprovado com cortes pela censura da PIDE, que a classificou para adultos, documento este que se encontra arquivado na Torre do Tombo como sendo o processo nº 8623 referente ao código de referência da Direcção-Geral dos Serviços e Espectáculos. A estreia desta peça ocorreu em 21 de Março de 1968, no Teatro Villaret, pela Companhia de Teatro Alegre, e chegou a ser exibida no Teatro Aveirense, em 19 de Julho de 1968. Terá sido já apresentada com um elenco composto por Henrique Santana, Florbela Queirós, Tomás de Macedo, Artur Semedo, Irene Isidro e Anabela. |
Falemos sinceramente, como p'ra nós mesmos, a sós; lá longe de toda a gente, do mundo e até de nós. (António Aleixo - 1899/1949)