terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O MEDO É VAZIO

mar
A felicidade dá-se num íntimo que transborda, o medo, seu oposto, ocupa as interioridades vazias.

Compreende-se pois que haja quem tente ultrapassar os seus temores pela acumulação de bens materiais, armas que aparentemente compensam a cobardia original. Mas esta estratégia só alimenta o próprio vazio, assume-o como verdade e submete-se-lhe.


O medo alimenta-se de nós, aumentando o seu espaço à custa da destruição do nosso.... todas as tentativas de preencher o vazio em nós sem recorrer à Verdade, como sejam as gulas e as avarezas, as cobiças e as preguiças, as fúrias e as luxúrias... são apenas egoísmos vaidosos, corações cheios de nada... em homens a quem o medo fez crer que são deuses.

Sem fé não há força. A falta de confiança é a base do medo. Os temores são sempre imensos nas vidas dos que resolvem viver longe de si, dos outros e de Deus.

Quem não acreditar na paz, por mais que a busque, jamais a encontrará. Afinal ninguém encontra aquilo em que não acredita. Se (nos) confiarmos de forma autêntica, o infinito revelar-se-á no fundo de nós. Sereno, puro e forte. Como um mar. Faltar-nos-á ainda mergulhar, pois só se conhece a verdade do mar entrando nele... E porque afinal a felicidade não resulta de viver com o Amor em nós, dá-se, sim, na coragem de sermos nós a viver dentro do Amor.

José Luís Nunes Martins, aqui