sábado, 23 de fevereiro de 2013

A DEMOLIÇÃO DA ANTIGA CASA DA CÂMARA E CADEIA


Confirmou-se o desaparecimento da antiga Casa da Câmara Nobre e Cadeia Forte de Oliveira do Bairro, como era conhecida em fins do século XVII, data em que se admite tenha sido construída.

Era um bem cultural imóvel que, apesar de ser um símbolo material da história do nosso município, foi demolido no dia três de janeiro de 2007.

Não sabemos que razões sustentam a sentença do Tribunal Administrativo de Aveiro! A notícia publicada pelo Jornal da Bairrada (JB) teve como única fonte um comunicado enviado pela Câmara à redação do Jornal. Acresce ao público desconhecimento daquelas razões, o facto de em reunião camarária de 29 de Novembro de 2012, o Presidente da Câmara não ter disponibilizado a dita decisão judicial nem sequer mencionado a data da mesma.

Entre a data da demolição (janeiro de 2007) e o conhecimento da sentença do Tribunal Administrativo de Aveiro (novembro de 2012) decorreram cinco anos. Afinal o Presidente da Câmara, demolindo o edifício, antecipou-se cinco anos à sentença do Tribunal, tendo na altura afirmado que: «a gestão municipal não se compadece com a judicial».

O presidente da Câmara, por várias vezes, referiu que eu e outras pessoas que se manifestaram a favor da recuperação do edifício, eram testemunhas no processo. No comunicado que enviou ao JB não perdeu a oportunidade para o referir mais uma vez. Lamento que durante todo o processo nunca tenha sido notificado para prestar o meu testemunho. Não só eu como também todas as pessoas e, foram muitas, que se pronunciaram contra o desaparecimento do edifício.

No entanto, desconheço qualquer artigo de opinião que tenha sido publicado em defesa da demolição desse símbolo do nosso Município.

Pelo estudo da história do nosso Município, aprende cada um de nós a conhecer e amar a nossa terra, a reconhecer os homens e mulheres que nela se distinguiram e por ela trabalharam, assim se predispondo a melhor cumprir, mais tarde, os seus deveres como munícipe.

Nos sete anos de mandato de Mário João, do PSD, foi este processo deviamente publicitado pelo JB.

Oportunamente, publicarei, cronologicamente, tudo o que de mais relevante foi noticiado pelo JB, em defesa do nosso comum património. Identificarei todos os historiadores e demais académicos que se pronunciaram em defesa do edifício, sem nada pedirem.

Acílio Gala, no 'Jornal da Bairrada' de 21 de Fevereiro de 2013