Confirmou-se
o desaparecimento da antiga Casa da Câmara Nobre e Cadeia Forte de Oliveira do
Bairro, como era conhecida em fins do século XVII, data em que se admite tenha
sido construída.
Era um bem cultural imóvel que, apesar de ser um símbolo
material da história do nosso município, foi demolido no dia três de janeiro de
2007.
Entre a data da
demolição (janeiro de 2007) e o conhecimento da sentença do Tribunal
Administrativo de Aveiro (novembro de 2012) decorreram cinco anos. Afinal o Presidente
da Câmara, demolindo o edifício, antecipou-se cinco anos à sentença do
Tribunal, tendo na altura afirmado que: «a gestão municipal não se compadece
com a judicial».
O presidente da Câmara,
por várias vezes, referiu que eu e outras pessoas que se manifestaram a favor
da recuperação do edifício, eram testemunhas no processo. No comunicado que
enviou ao JB não perdeu a oportunidade para o referir mais uma vez. Lamento que
durante todo o processo nunca tenha sido notificado para prestar o meu
testemunho. Não só eu como também todas as pessoas e, foram muitas, que se
pronunciaram contra o desaparecimento do edifício.
No entanto, desconheço qualquer
artigo de opinião que tenha sido publicado em defesa da demolição desse símbolo
do nosso Município.
Pelo estudo da história
do nosso Município, aprende cada um de nós a conhecer e amar a nossa terra, a
reconhecer os homens e mulheres que nela se distinguiram e por ela trabalharam,
assim se predispondo a melhor cumprir, mais tarde, os seus deveres como
munícipe.
Nos sete anos de
mandato de Mário João, do PSD, foi este processo deviamente publicitado pelo JB.
Oportunamente,
publicarei, cronologicamente, tudo o que de mais relevante foi noticiado pelo JB,
em defesa do nosso comum património. Identificarei todos os historiadores e
demais académicos que se pronunciaram em defesa do edifício, sem nada pedirem.
Acílio Gala, no 'Jornal da Bairrada' de 21 de Fevereiro de 2013
