Há quem fale de humilhação.
Modestamente, sou dos que pensam que se tratou apenas de uma aula de compostura àquelas púdicas e ofendidas virgens que confundem capacidade com intrujice, que encharcam décadas de trabalho, esforço e dedicação em meias de leite, que chamam fruta à razão e consideram a paixão e a vontade de vencer como um sistema a abater.
Uma aula de educação aos electricistas relapsos que se revêem na irrepreensível soberba de alguns paineleiros televisivos, e na miopia de jornaleiros vesgos e ressabiados que na plenitude da sua verborreia conseguem garantir para a opinião pública a existência de um penalty num lance em que é o jogador da equipa beneficária que ajeita a bola com a própria mão.
Uma aula de moderação àqueles que, incansavelmente, fazem de conta que só existem escutas telefónicas de
Uma aula de moderação àqueles que, incansavelmente, fazem de conta que só existem escutas telefónicas de
uns; uma aula de contenção a tantos outros que atiçam os 'seguranças' contra os vencedores, para que estes não possam comemorar junto dos seus adeptos.
Uma aula de respeitabilidade a todos aqueles que se atiram ao treinador da própria equipa apenas e só porque este teve a hombridade de reconhecer a justeza do vencedor, e que a justiça do resultado abre feridas difíceis de sarar.
Uma aula de dignidade àqueles que mais uma vez, não souberam perder.