Foi uma semana para esquecer.
Chegou-nos o FMI para avaliar a enorme e sempre negada buraqueira. Dizem alguns que é um vampiro sugador na esteira de outros vampiros caseiros que ainda estão a mamar à farta. Com o país há muito ligado à máquina, virá pôr ordem na casa que Sócrates desgovernou, sem vergonha nem pudor, acabar com a última ceia bem recheada de uns tantos.
Com a nossa incapacidade para nos governarmos, já só somos uma pátria no mapa, descredibilizada, falida. No fundo, somos um país que já não comanda os seus destinos por inteiro, com Sócrates e Teixeira à do precipício por eles cavado, a pedir para não faltar dinheiro nos tachos dos boys, os ordenados dos generais sem tropas e dos chefes sem pessoal às ordens, tapar o buraco do dinheiro colocado BPN, em vez de imediato o governo ter mandado prender os gestores e penhorar-lhes os bem, para capitalizar a banca em stress. E para pouco mais.
Já não bastava isto para sermos surpreendidos por uma afirmação espantosa de Fernando Nobre que em má hora o PSD escolheu para candidato a deputado por Lisboa e presidente da AR. Ele que se afirmara contra os partidos e acima deles na campanha presidencial, esqueceu isso, perdeu o juízo e o decoro. Como tantos milhares de outros. Ou chega a presidente da AR ou não há peditório de votos para ninguém. Assim mesmo.
Mais um a lutar pelos poucos tachos que ainda possam existir. Tanta gente à volta dos tachos, nada admira que os Finlandeses não estejam dispostos a pagar-nos todos os dias as refeições, quando cada família deve ao estrangeiro 100 mil euros. E evitam Passos e Sócrates esgrimir muito mais. Não tardará que eles assinem o papel do país no prego para nós irmos resgatando.
Se ganharmos todos muito juízo e mãos para o trabalho. Acabou o tempo da brincadeira e da bandalheira.
Armor Pires Mota, no 'Jornal da Bairrada' de 21de Abril de 2011
