Duas inundações em dois meses obrigaram o tribunal de Oliveira de Bairro a pedir casa emprestada, passando a funcionar, a partir desta segunda-feira, nos Paços de Concelho.
A Comarca do Baixo Vouga não teve outra alternativa devido aos estragos causados pela chuva que caiu no interior das instalações como na rua.
A mudança forçada terminou na sexta-feira passada. O terceiro piso do edifício dos paços de concelho foi adaptado em tempo recorde para acolher os serviços dos dois juízos (crime e cível) e das conservatórias.
O tribunal, que tem problemas estruturais desde a construção, esteve praticamente parado uma semana devido a inundações. Foi a segunda vez que choveu no interior em dois meses. Primeiro no inicio de Setembro e depois na primeira semana de Outubro.
A causa foi a mesma: o edifício está a sofrer obras de beneficiação na cobertura que não conseguiram acautelar devidamente a entrada de água.
A alternativa encontrada satisfaz o juiz-presidente da comarca do Baixo Vouga, Paulo Brandão. “Ficamos melhores do que estávamos. Dispomos de duas salas, era só uma, com mais conforto, melhores acessos e estacionamento. Poderemos ter um ritmo de trabalho maior”, referiu.
“Sem a disponibilidade da Câmara não teríamos outras instalações no curto prazo”, admitiu o juiz-desembargador.
As infiltrações de água causaram, sobretudo, estragos na rede eléctrica e sistemas informáticos do tribunal.
O trabalho processual desde segunda-feira que estava reduzido “ao expediente de cariz urgente”.
A Comarca do Baixo Vouga não tem previsão quando o tribunal poderá regressar ao edifício que estará em obras pelo menos até ao final do ano.
O estragos causados pelas inundações deverão ser imputados ao empreiteiro responsável.
O Ministério da Justiça já lançou a concurso o novo palácio de justiça de Oliveira deo Bairro que deve entrar em construção apenas dentro de dentro de dois anos.
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