

Portugal precisa de começar a enfrentar os problemas na perspectiva de encontrar uma solução para os resolver”, disse hoje Manuel Maria Carrilho, durante a apresentação do seu livro "E agora? Por uma nova República".
A publicação, a par de um entrevista dada ao jornal Expresso, terão motivado saída da representação portuguesa na UNESCO.O Ministério dos Negócios Estrangeiros demitiu o antigo ministro da Cultura do cargo de Embaixador de Portugal na UNESCO, lugar que Manuel Maria Carrilho ocupava desde Abril de 2008.
O livro reúne sobretudo textos publicados no "Diário de Notícias" nos últimos três anos e pretende lançar um alerta à política nacional. “Está na altura de fazer um inventário aos últimos anos de governo para perceber o que foi realmente feito”, referiu.
Para Carrilho, um dos grandes erros dos últimos governos tem sido aquilo a que chama “a política do betão”. “Desvalorizaram-se as políticas de qualificação das pessoas, das instituições e do território”, explicou, acrescentando que “Portugal precisa de novas políticas e novos políticos”.
Para o antigo ministro da Cultura, falta responsabilidade à política nacional, referindo-se ao exemplo do Magalhães. “Apresentaram o Magalhães como um milagre para a educação. No entanto, já vários estudos mostraram as perigosas consequências do uso de computador por crianças de dez anos. Não vejo ninguém a responsabilizar-se por isso”, acrescentou.
Marta Cerqueira, aqui