domingo, 12 de setembro de 2010

GNR E FINANÇAS PROCURAM FACTURAS FALSAS

Um armazenista de Ovar foi alvo de buscas de elementos da Direcção de Finanças de Aveiro e da GNR, num caso que envolveu ainda uma operação de fiscalização a três supermercados Intermarché/Ecomarché em Cantanhede, Mealhada e Oliveira do Bairro.

As buscas aos três supermercados foram já noticiadas pelo JN. Em causa está a suspeita de operações simuladas de venda de mercadorias entre o armazém cash and carry de Maceda (Ovar) e as empresas Distrilhada, Distrimarialvas e Distribairro, que exploram os supermercados do grupo Os Mosqueteiros em Cantanhede, Mealhada e Oliveira do Bairro.

Operações que configuram crimes de evasão e fraude fiscal, alegadamente através de facturas falsas, da ordem de alguns milhões de euros, que serão depositados na Suíça, através de um banco com sede em Lugano e com uma filial em Lisboa.

As buscas, ordenadas pelo Ministério Público do Tribunal de Ovar, estenderam-se, ainda, às residências, de Maceda e de Mira, dos proprietários do “cash & carry” e das empresas que exploram os três hipermercados, tendo um carro de alta cilindrada sido selado. No mesmo dia, foi também alvo de buscas a central de compras regional do grupo Intermarché, em Alcanena.

A investigação, segundo apurou o JN, está ainda em fase embrionária, tendo sido apreendida documentação importante não só em Maceda, como ainda em Cantanhede, Mealhada, Oliveira do Bairro, Mira e Alcanena.

Um assessor de “Os Mosqueteiros”, disse, ao JN, aquando da realização das buscas que a “situação alegadamente em investigação se refere a um casal de aderentes, não havendo quaisquer implicações da mesma em relação ao grupo, nem a outros aderentes que compõem o grupo em Portugal”.

Num esclarecimento então remetido, por escrito, ao JN, a propósito da intervenção da Inspecção Tributária de Aveiro e da GNR, refere-se que foi solicitada a “colaboração dos serviços centrais do grupo “Os Mosqueteiros” na intenção, em suporte informático, da informação pretendida”.

Preocupado com o impacto publico das buscas, que ocorreram meio ano, depois do assassínio do seu anterior presidente em Portugal, António Figueira, o grupo garantiu que se pauta pelo “rigoroso cumprimento das leis do nosso país”.

Jesus Zing, aqui