segunda-feira, 29 de abril de 2013

SILVICA – COMISSÃO CÍVICA DO SILVEIRO TORNA PÚBLICA CARTA DE APRESENTAÇÃO E DE INTENÇÕES


Foi distribuída num dos últimos fins de semana pela aldeia do Silveiro, uma carta de apresentação e de intenções, assinada por 12 Silveirenses, que descreve o que pretendem os seus subscritores, e pela qual estes solicitam a maior cooperação em todas as acções que irão ser desenvolvidas por uma nova associação local, a SILVICA–Comissão Cívica do Silveiro, já em fase de formação.


Nessa carta é dito que as intervenções previstas são de carácter exclusivamente cívico e são sempre inclusivas, de cooperação, total abertura e sempre ao dispor de toda a população e instituições locais, autárquicas e outras, sejam elas de que natureza forem.

As acções a implementar (sem qualquer ordem de prioridade) que foram apresentadas pela SILVICA são as seguintes:
I - Reposição de placas toponímicas e números de polícia;
2 - Largo do Barreiro (pintura de muros e coreto);
3 - Solicitar a beneficiação da fachada de casas e muros;
4 - Parque infantil, que destino;
5 - Reparação de caminhos e ruas;
6 - Requalificação da Rua Solar dos Duques até ao Rio Levira;
7 - Repor a ‘Ponte Real’ sobre o Rio Levira;
8 - Situação da ‘via ciclo pedonal’ dentro dos limites do Silveiro;
9 - Limites do Silveiro;
10 - Possível utilização de uma das salas da Escola Primária do Silveiro;
11- Local provisório para reuniões e contactos (coreto do Largo do Barreiro);
12 - Comunicações em fibra;
13 - Rotunda da E. N. 235;
14 - Posto de Transformação (Rua Nª Srª das Dores / Travessa das Areias);
15 - Rua da Quinta dos Duartes (Melhoramentos na via);
16 - Expansão da Rede de Gás Natural à restante aldeia;

Estas são algumas das acções que a SILVICA tem em conta, esperando, contudo, uma total cooperação da população do Silveiro, para estes e outros assuntos que ainda não ocorreram aos subscritores do documento, e poderão mesmo não ocorrer, sem a prestimosa colaboração de todos.

A carta -cujos subscritores são Benjamim Ferreira Pires, André Filipe Marques da Silva, Fátima Pires da Silva, Tiago Jorge Rocha Lopes, Manuel Ferreira Pires, Laura Isabel Loureiro Duarte, Florbela Marques da Silva Abrantes, Carlos Alberto da Conceição Maia, Jorge Alberto Raposo Oliveira, Ana Maria Oliveira Loureiro, Antonio Campos Duarte e Manuel Pereira Maia- termina com um sempre apelativo ‘O Silveiro é de todos’ e com a identificação dos elementos que se comprometem, empenhadamente, com mais um trabalho honroso em prol do Silveiro e seus habitantes, esperando que todos os Silveirenses tragam os seus problemas, que sejam comuns à comunidade e nos quais a SILVICA possa colaborar.

Pese embora o carácter cívico que lhes está atribuído, é por demais evidente que as acções a desenvolver são de cariz claramente político. Por isso mesmo, seria importante saber qual a intervenção mantida pelos subscritores do comunicado junto do poder local (junta de freguesia e câmara municipal) durante os últimos mandatos autárquicos, com vista à realização das ditas acções. 

Como essa intervenção não é conhecida, nem foi dada a conhecer, o surgimento deste movimento de génese aparentemente popular não pode deixar de ser associado à 'zanga de comadres' ocorrida no seio da estrutura política concelhia do partido que actualmente ocupa o poder no concelho e na freguesia.

Depois de a Associação de Melhoramentos do Silveiro (que acabou por determinar a fundação da SOLSIL-Associação de Solidariedade Social do Silveiro), ter sido criada pelos elementos de uma lista derrotada num acto eleitoral da UDCRS-União Desportiva Cultural e Recreativa do Silveiro, surge agora a SILVICA–Comissão Cívica do Silveiro em consequência de uma desavença político-partidária.

É caso para dizer: no Silveiro, cada revolução páre uma associação!