Jóias no valor de 7 milhões de euros, que pertencem à mulher do antigo embaixador norte-americano na Holanda, consideradas roubadas desde 2006, foram encontradas na casa de uma funcionária de um hotel - que não tinha conhecimento do seu valor -, avançou hoje fonte policial.
"As jóias foram encontradas no guarda-roupa de uma antiga funcionária de um hotel", disse à Agência France Presse um porta-voz da polícia, em Haia, Wim Hoonhout, acrescentando que as jóias não tinham sido roubadas.
A esposa do embaixador dos Estados Unidos, na Holanda, tinha apresentado uma queixa por roubo em 2006, depois das jóias terem desaparecido no dia em que ela queria usá-las, durante uma recepção na sua residência em Haia.
Ela não sabia que as suas jóias, guardadas num pequeno saco de veludo, haviam sido esquecidas num hotel em Haia, onde havia passado vários meses com o marido, enquanto a sua casa estava em obras.
Encontradas por uma funcionária do hotel - um par de brincos, dois anéis e dois colares, um conjunto em diamante rosa de cinco quilates no valor de quatro milhões de euros - tinham-lhes sido entregues seis meses antes tal como previsto no regulamento relativo aos objectos encontrados.
Naquela época "ninguém foi capaz de contactar os clientes e ninguém percebeu o valor das jóias", disse o porta-voz da polícia.
A funcionária colocou as jóias no seu guarda-roupa, esqueceu-se delas, até que voltou a encontrá-las em sua casa. Mandou avaliá-las e o joalheiro revelou-lhe o seu verdadeiro valor.
Em outubro de 2011, a mulher levou as jóias à polícia que fizeram uma relação com a queixa de roubo da mulher do embaixador, que havia voltado aos Estados Unidos.
Os colares, os anéis e os brincos foram entregues no dia 20 de janeiro à seguradora que havia compensado a proprietária na época do suposto roubo.
Segundo a lei holandesa a pessoa que encontrou as jóias tem direito a receber 10% do valor do objecto encontrado.
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